As controvérsias sobre a paralisação da obra um aterro sanitário comum para os municípios de Serra Branca e Sumé voltam às manchetes da mídia regional, após o Ministério Público Federal resolver agir para apurar a questão. – Antes tarde do que nunca.

Nos idos de 2008, quando os gestores de Serra Branca e Sumé, nem eram Éden nem Souzinha, a Justiça federal caiu na esparrela de acreditar numa denúncia fraudulenta que estava em construção UM LIXÃO pelos dois municípios.

O ministério público e a justiça à época se apequenaram ao paralisar uma obra tão importante sem conferir minimamente a veracidade da denúncia feita por uma ONG ambientalista sediada em Campina Grande.

Os falsos ambientalistas colaram na representação junto ao Ministério Público uma foto de um lixão de outro lugar qualquer, inclusive com um trator de esteira sucateado ilustrando a farsa. – As autoridades que deveriam promover justiça erraram feio nesga história.

Apegando-se a um erro administrativo do então prefeito de Sumé, Vavá Paulino (agora falecido), que começara a obra sem a devida licença ambiental para a sua execução, a Justiça barrou a construção do aterro sanitário e condenou os dois gestores de então, a pagar multas. – Seria cômico se não fosse trágico e ridículo.

Quantos gestores foram denunciados e condenados pela Justiça brasileira por não construírem aterros sanitários em seus municípios e manterem verdadeiros lixões onde o lixo continua sendo depositado?

O prefeito de Serra Branca, Eduardo Torreão, que assumiu a partir de 2009, nunca fez qualquer esforço para que a obra fosse retomada. Já o prefeito de Sumé, Dr. Neto, que assumiu em janeiro do mesmo ano, fez de tudo para que a construção do aterro sanitário, financiado com recursos da FUNASA, tivesse continuidade.

Em tempo: o projeto do aterro sanitário de Serra Branca-Sumé foi aprovado pela FUNASA e pelos demais órgãos técnicos pertinentes. O ministério público e a justiça federal erraram feio neste episódio ao embarcar na má fé de uma ONG que nunca atuou em Serra Branca e Sumé.

Uma década depois, enquanto Sumé andou prá frente e buscou saídas para equacionar o depósito de resíduos sólidos, Serra Branca continua na mesma, sem aterro sanitário e com lixão a céu aberto.

Esperamos que a Justiça se redima, faça justiça e corrija o seu erro. Pelo meio-ambiente, pelo bem de todos.

 

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