“Vocês estão cercados, deponham as armas e libertem o Lula.” (Fernando Haddad).

Com esta fala nas redes sociais, o ex-prefeito da cidade de São Paulo e ex-ministro da Educação e coordenador do programa de governo do PT, resume bem o absurdo a que chegou a política brasileira.

As forças políticas que patrocinaram o Golpe de 2016, alçaram Michel Temer, o PSDB, o MDB e o DEM ao comando do país, acham-se perdidas sobre o que fazer para barrar o ex-presidente Lula.

O consórcio golpista errou no cálculo político e subestimou a capacidade de reação das forças democráticas e populares.

Os sócios do Golpe – grande mídia, setores do poder judiciário e ministério público federal, segmentos da polícia federal, maioria do Congresso Nacional e setores do empresariado – são menores do que Lula.

O resultado está aí como bem demonstram as mais recentes pesquisas de opinião sobre o momento político após a prisão do ex-presidente.

O país continua dividido, mas o líder petista é disparado o franco favorito para ganhar as eleições para a presidência da república.

Os institutos Ipsos, Vox Populi e Datafolha, por caminhos diversos, com metodologias distintas e diferentes objetivos chegam às mesmas conclusões sobre a encalacrada nacional.

Eis a paradoxal situação do Brasil: o político mais rejeitado pela população brasileira está na presidência da república e o maior líder do país está na cadeia.

Lula foi denunciado sem provas. Sua defesa, por diversas vezes apresentou as provas da sua inocência.

Mas o juiz Sérgio Moro em Curitiba e os desembargadores federais em Porto Alegre condenaram o ex-presidente. A Constituição do Brasil foi rasgada por quem deveria defendê-la.

Lula é preso político e todas as pessoas em sã consciência sabem disso – Só Ciro Gomes não sabe.

Lula está condenado para não concorrer às eleições que se avizinham, porque Lula é imbatível nas urnas.

Que partido político, tendo Lula em seus quadros, abriria mão da candidatura de Lula?

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