1. Severino é afrodescendente. Mal ingressou na segunda fase do ensino fundamental, ainda muito jovem migrou do Cariri da Paraíba para zona da mata em busca de trabalho numa usina. Purgou anos a fio, de sol-a-sol. Várias vezes deixou sua pele preta no pelo da cana.

Depois de décadas na usina do patrão, Severino voltou para o Cariri. Agora, tem os olhos raiados de sangue, um derrame que lhe embaça a vista pelo resto dos seus dias.

Severino gosta de um autoelogio. Volta e meia bate no peito proclama-se um vencedor porque, afinal, comprou a sua casa própria derramando o próprio suor.

Além da ética do trabalho, Severino herdou algo muito importante do patrão: a visão de mundo. Mesmo sendo um trabalhador de baixa renda.

Severino reage às lutas das trabalhadoras e trabalhadores por melhores condições de vida. – Severino quer que “Lula pague pelo que fez”.

  1. Pureza é trabalhadora informal. Já bateu por outras regiões do Brasil. Já tentou um quebra-galho no serviço público, mas não teve oportunidades concretas.

De certa forma, Pureza está inserida na chamada opinião pública da cidade porque circula em vários espaços, mas prefere os ambientes de classe média aquinhoada.

Pureza joga conforme a ocasião. Mas entre os seus e as suas, Pureza não ver com bons olhos, nem o PT, nem Lula ou qualquer iniciativa deste campo político. – Pureza está feliz com a prisão de Lula.

  1. Flavio Rocha é proprietário da rede Riachuelo. Apoiou a derrubada da presidenta Dilma pelo Congresso Nacional. Apoiou a reforma trabalhista de Temer que tira direitos dos trabalhadores e dificulta ações judiciais que reclamem direitos trabalhistas.

Recentemente Flávio Rocha filiou-se ao PRB e lançou-se candidato a presidente da República. Identificado com o liberalismo, ele diz-se contra “o intervencionismo estatal” que criou programas sociais e empregos nos governos petistas.

Flávio Rocha tem o apoio do MBL (Movimento Brasil Livre), que é financiado por empresários dos Estados Unidos e patrocinaram as mobilizações de ruas e nas redes sociais que apoiam a ascensão de Michel Temer à presidência da República. – o candidato do PRB está contemplado com as ações judiciais que miram em Lula.

  1. O poder da Atlas Network: conexões ultraliberais nas américas. Capitalistas financiam uma rede de think tanks ultraliberais pelas Américas, cujos frutos são organizações como ILISP e MBL. Com isso pretendem combater as forças políticas e as lideranças que pregam o desenvolvimentismo ou projetos de bem-estar social e ao mesmo tempo divulgar o pensamento neoliberal em todas as partes do mundo.

Para tanto, a Atlas Network está articulada com centenas de instituições que dão ressonância à suas ideias. Entre os países latino-americanos, aqueles com o maior número de organizações ligadas a Atlas Network são a Argentina, com doze; Brasil, onze; e Chile, com dez. Em seguida, aparecem na lista o Peru, com oito; Costa Rica e México, cinco em cada um; Bolívia, Uruguai e Venezuela, com quatro em cada país. – O os financiadores da Atlas Network pensam de Lula?

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