Liberais reclamavam que a presidente Dilma era intervencionista demais, controlava os preços do combustível, energia elétrica, gás de cozinha, juros bancários e que isto emperrava a economia e desestimulava os investidores.  Verdade?

Políticos reclamavam que Dilma era “durona” demais, de difícil entendimento, má negociadora, só ouvia os técnicos do governo e não dava importância aos políticos. – Verdade?

A classe média patrimonial reclamava de que mesmo? – Não importa, porque o importante era derrubar Dilma. Argumento inconfessável: enjoo com a ascensão econômica, social e escolar das classes populares.

A mídia, Globo à frente, reclamava que Dilma tinha feito um rombo fiscal, estourando as contas públicas em 76 bilhões de reais em gastos sociais, mesmo o Tesouro Nacional sendo credor em centenas de bilhões de reais com os bancos estatais.

Todos contra Dilma. Piqueniques cívicos aos domingos. Camisas da CBF. Patos amarelos da FIESP. Coreografias de bombados e bombadas. – Bundas grandes. Peitos duros. – E o cérebro?

Dilma era o abismo, mesmo com o Brasil com pleno emprego. Dilma era abismo, mesmo batendo recorde de investimentos governamentais em educação.

Dilma era o abismo, mesmo criando o programa Mais Médicos. Dilma era o abismo, mesmo com o seu governo financiando UPAS e SAMU e ampliando as equipes do Programa Saúde da Família.

Dilma era o abismo. Quanto era o preço do botijão do gás de cozinha? Ah! Deixa prá lá! Não importa! Dilma era o abismo.

Dilma era o abismo, mesmo fazendo isenção de tributos, barateando os juros bancários, a energia elétrica e segurando o preço do combustível com uma gestão austera na Petrobrás.

Derrubaram a Dilma. Crime da presidenta: Pedaladas fiscais. – Sabem lá o que é isso. Perderam a eleição e ganharam no Golpe.

Os golpistas derrubaram a Dilma. Faltava o Lula.  Os golpistas prenderam o Lula, um problema abissal: o franco favorito para ganhar as eleições em 2018.

Lembrando de Nietzsche: “Quando você olha muito para o abismo, o abismo olha prá você”.

O Brasil olhou para o abismo. – E se jogou.

(O lucro dos bancos em 2018: os quatro maiores juntos – Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander – lucraram 17 bilhões no primeiro trimestre. Crescimento de 8,5 %).

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