A criação de caprinos e ovinos no semiárido do Cariri Ocidental da Paraíba melhorou as condições de vida de várias famílias, apesar das dificuldades enfrentadas com a estiagem que causou a redução do rebanho. Com a chegada das chuvas e a recuperação das pastagens, criadores estão apostando na retomando do crescimento do rebanho que, em face das estiagens que duraram seis anos, foi reduzido.

Nos últimos dias, os criadores estão repondo seus rebanhos, adquirindo novos animais, o que tem estimulado a realização de feiras e leilões de animais na região.

Com apoio da Emater, empresa integrante da Gestão Unificada, que disponibiliza o acompanhamento aos criadores, desde o manejo às práticas sanitárias até a comercialização, o setor passa por melhorias, como ressaltam os beneficiários de programas sociais, a exemplo do Programa do Leite.

O Governo do Estado, por meio Secretaria da Agricultura do Desenvolvimento Agropecuário e Emater, está presente com a distribuição de sorgo, milho e palma forrageira resistente à cochonilha do carmim para a produção de reserva de alimento a ser usado no período de estiagem, como também estimula a prática de ensilagem e o armazenamento de água com barragem subterrânea, perfuração de poços.

Na região, também é realizado o trabalho de fomento produtivo do Ministério do Desenvolvimento Social, da assistência técnica e extensão rural no contrato da Secretaria Especial da Agricultura Familiar, distribuição de sementes pelo Governo do Estado para a produção de forragem, melhoramento genético do rebanho e da qualidade do leite pela Emepa, comercialização através do Programa do Leite PAA.

As mudanças estão presentes na família do agricultor Erivaldo Oliveira de Queiroz, do Sítio Taperoá, no município de Parari, que trabalha com a criação de caprino leiteiro das raças Saanen e Pardo Suíço, que se adaptam bem à região semiárida. O criatório foi iniciado há três anos e atualmente conta com um plantel de 16 cabras matrizes, sendo dez em lactação com produção diária de três litros de leite por animal. Erivaldo demonstra satisfação com a atividade. Também fornece o leite para a Unidade de Coleta da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Parari.

Depois de ter morado no Rio de Janeiro por um período, Erivaldo retornou para junto dos familiares com o desejo de criar cabras, uma atividade que sempre praticou, já que o pai sempre se dedicou a caprinocultura e gado de corte. Orientado pela Emater, acessou os recursos do Programa Brasil Sem Miséria que permitiu a construção de uma sala de ordenha. “A Emater sempre esteve conosco, quando solicitada, apoiando e orientando na criação de nossos animais, talvez daí nosso sucesso”, comentou.

Com a renda do leite, ele obtém um lucro líquido superior a um salário mínimo. “É um jovem que se apegou a produção de leite de cabra, o que lhe garante uma renda. Ele é um dos muitos criadores que trabalhavam com a criação de gado, mas que mudou para a criação de caprinos” comentou o extensionista Geneilson Evangelista da Silva, da Emater em Serra Branca, que acompanha o criador.

Outro trabalho que tem se tornado modelo na região é executado pelos irmãos Leo Jaime Alves de Queiroz e Eluann Alves de Queiroz, do Sítio Campo Grande, em Parari, que receberam recursos do BSM para a construção de um aprisco e uma sala de ordenha. São 18 animais da raça Saanen, desse total, dez cabras destinadas à produção de leite e cabritos. São 20 litros de leite diários.

Para a execução dos programas de recuperação e melhoramento dos rebanhos, na região do Cariri Ocidental, os criadores contam com a equipe de extensionistas da Emater regional de Serra Branca e também escritórios locais. Em Pariri, onde existe uma parceria com a prefeitura municipal, trabalham os extensionistas José Costa de Farias e Marizélia Costa de Farias. Os trabalhos junto aos criadores são coordenados pelo agrônomo Geneilson Evangelista da Silva e a assistente social Karina Bezerra Queiroz, com acompanhamento do coordenador regional Walmir Azevedo.

A abertura de usinas de beneficiamento de leite tem sido um estímulo à pecuária caprina leiteira. Na cidade de Parari, a Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos recebe na sua sede, onde existe uma Unidade Receptora de Leite, em torno de 600 litros diários entregues pelos 50 associados.

A criadora Maria da Conceição do Nascimento Araújo, do Sítio Campo Grande, que possui 15 cabras produzindo uma média de 25 litros diários de leite, destaca os resultados. “Tem sido bom o trabalho de assessoramento da Emater no acompanhamento do rebanho, nos dando orientação, quando necessário”, afirmou.

Com Informações e Imagem: Cariri Ligado 

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