Nota de Repúdio às ações seletivas da justiça e decretação da prisão de Lula

O judiciário brasileiro vem cumprindo ao longo dos últimos anos seu papel no golpe contra a democracia e chancelando os inúmeros ataques aos direitos dos trabalhadores. O mais recente capitulo dessa triste narrativa foi a negação pelo Supremo Tribunal Federal – STF do habeas corpus impetrado pelos advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa manobra política escancarada e despudorada para não julgar ações questionando a constitucionalidade da prisão após condenação em segunda instância judicial, que poderiam beneficia-lo.

A seletividade e celeridade da Justiça e do Ministério Público Federal em investigar, criar provas infundadas, indiciar, julgar e condenar integrantes do Partido dos Trabalhadores, em detrimento de políticos de várias outras agremiações, principalmente aquelas que apoiam o governo golpista de Temer, tem sido denunciada repetidamente pelo ANDES-SN e ratificada pela ADUFCG.

Muito além de denunciar a seletividade da justiça, a postura destas entidades tem sido na defesa de direitos fundamentais de qualquer cidadão, mesmo compreendendo sua existência dentro de limites do capitalismo e de um regime comandado pela burguesia, como no Brasil.

A postura do judiciário federal integra uma articulação para consolidar o golpe midiático, político e judicial realizado em 2016, cujo objetivo foi a retirada do PT do poder, a aceleração e o aprofundamento dos ataques aos direitos dos trabalhadores e o impedimento a qualquer possibilidade de forças progressistas retornarem ao poder nas próximas eleições.

A ADUFCG, sintonizada com o ANDES-SN, alerta para os riscos e prejuízos para a democracia e aos direitos dos trabalhadores com o aprofundamento do golpe. Estas ações trazem graves repercussões para entidades que realizam a luta classista em todo o país e representam mais um passo do recrudescimento do conservadorismo presente na sociedade brasileira.

Diante desta conjuntura a ADUFCG convoca seus filiados, a comunidade acadêmica da UFCG e a sociedade a participarem das lutas e dos atos em defesa da democracia e para barrar os ataques aos nossos direitos.

Vamos à luta e nenhum direito a menos!

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